Acordei me perguntando qual era o medo de ser chamada de bruxa. E percebi que ele não era exatamente meu (pelo menos nos dias de hoje), mas de memórias vividas […]
Acordei me perguntando qual era o medo de ser chamada de bruxa. E percebi que ele não era exatamente meu (pelo menos nos dias de hoje), mas de memórias vividas.
De qualquer forma o que vivemos, carregamos no DNA e na Alma. Então ousei em atualizar para momento atual o que seria ser bruxa e assim, fazer as pazes com essa palavra.
E assim saiu:
A bruxa de hoje não mora na floresta, ela mora no corpo.
É a mulher que voltou a sentir, que não precisa mais se esconder por ser sensível, intuitiva, intensa.
Se recusa a viver anestesiada.
A bruxa de hoje é aquela que escolhe consciência em vez de culpa, presença em vez de pressa, vida em vez de aparência.
Ela não queima ervas pra fazer magia, as queima para lembrar que é feita da mesma natureza que elas.
A bruxa de hoje trabalha, cria, ama, erra, dança, mas faz tudo isso com um pé no invisível.
Ela sabe que o mundo visível é só metade da história.
A bruxa de hoje é quem voltou a confiar no que sente, no que sonha e sabe, mesmo quando não pode provar.
E talvez a bruxaria mais profunda que ela pratique
seja a coragem de ser inteira num mundo que ainda teme o que é vivo
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E aí, você também é uma bruxa?